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Divisão de colmeias de abelhas Jataí

Biólogo explica como fazer a divisão de colmeias de abelhas Jataí

Do Globo Rural

Jataí é uma abelha nativa, sem ferrão, que dá um mel muito apreciado. Saiba como fazer outras colmeias a partir das que você já tem.

Para a divisão é preciso ter uma colmeia forte, com uma população forte estabilizada, e uma caixa vazia, onde será colocado parte do material biológico, no processo de multiplicação da colônia. “É importante que, num primeiro momento, a gente abra a colônia e localize uma célula especial, uma célula de cria, que vai conter uma rainha, que vai nascer uma rainha, para essa célula de cria a gente dá o nome de realeira ou célula de cria real”, explica o biólogo Alexandre Coletto.

Primeiro, o doutor Alexandre retira, com a ajuda de um instrumento usado por dentistas, o invólucro de cera e resina que as abelhas fazem para proteger o ninho. Tomando sempre cuidado para não furar os potes de mel e pólen que estão em volta.

Não demora muito e a gente encontra o ninho, com seus discos de cria. Com eles em mãos, doutor Alexandre procura o disco com a realeira.

A realeira é uma célula de cria até sete vezes maior do que as outras. “É importante que a rainha oficial dessa colmeia que a gente está dividindo fique nessa caixa, que a gente vai chamar de mãe, ou doadora de favos e, para filha, vá discos de cria nascentes e que contenham além das células normais, que vão dar origem as operárias, essa realeira aqui, essa célula de cria real. Na verdade eu não posso usar todo esse material, a gente tem que usar o bom senso, se eu tenho aqui, se eu tenho 10 discos aqui, eu vou pegar metade deles, desde que a realeira vá junto”, diz o biólogo.

Os discos são colocados do lado contrário ao furo da caixa, que serve de porta de entrada para as abelhas. “Praticamente eu já realizei a multiplicação, porque nesse lado aqui, eu não vi a rainha, porque na hora que a gente começou a movimentar, manipular a colmeia, ela já dá um jeito de correr lá para baixo, para se proteger”.

Para finalizar o trabalho, doutor Alexandre transfere para a caixa nova parte dos potes de mel e pólen da colmeia-mãe, sempre tomando muito cuidado para não furá-los. “A gente vai fixar esse material, para elas começarem a construção, isso serve de estímulo para elas começarem a construção. Se você conseguir tirar a metade, deixar a metade aqui e a outra metade passar para lá melhor”.

O biólogo fecha a caixa e veda com uma fita adesiva. Ele ainda transfere o tubo de cera que estava na entrada da colmeia-mãe para a colmeia-filha.

A colmeia recém-formada deve ser levada para o lugar da onde ficava a colmeia-mãe, para que as abelhas não confundam as colmeias e voltem para a caixa de onde saíram.

Na hora de manusear a caixa e os discos de cria, cuidado para não vira-los. Mantenha-os sempre em pé, na posição original. Caso contrário, você pode matar os ovos que estão lá dentro.


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